Transformação sim, desespero não!
(Artigo publicado em 03 de fevereiro de 2019 via Linked In)
O “indo e vindo infinito” que poeticamente termina a primeira estrofe de “Como uma onda”, música de Lulu Santos e Nelson Motta, materializa os movimentos vividos dentro da sociedade, do tempo e pode analogamente ceder-se ao que se percebe no mundo dos negócios.
Movimentos constantes de mudança, solidificação, intangibilidade de certezas e concretudes, tem ocorrido em uma velocidade cada vez mais voraz. No passado, as mudanças ocorriam em um intervalo de tempo medido em anos, que permitiam uma adaptação (e readaptação caso fosse necessário) aos novos ventos e tendências. Hoje, ao contrário, em um intervalo de 12 meses muitos são os temas introduzidos e que em pouco tempo já dão a tônica do que deixou de ser tendência para ditar as regras dentro das organizações.
Este processo acelerado faz com que muitos apocalípticos analistas de mercado, estudiosos do universo laboral ou até mesmo curiosos em geral, saiam espalhando aos quatro cantos do mundo certezas de que o fim está próximo. O pior é que na maioria dos casos com dados quase que irrefutáveis.
O sentimento de que a era da extinção das grandes organizações já chegou e que o mundo será dominado apenas por startups está generalizado. Muitas pessoas têm demonstrado frustração por conta da não adoção de espaços coloridos por sua empresa. Em alguns casos, esta frustração passa pela forma como o produto tem se posicionado muito longe de um modelo de negócio como o Uber ou Airbnb.
Os registros de afastamentos ao INSS, por conta de ansiedade e depressão contraída no ambiente do trabalho, elevaram-se em 15,23% entre 2017 e 2018, chegando ao incrível número de 104.109 casos no último ano, segundo o instituto público. Espera-se um crescimento no mesmo nível para o ano de 2019 que se inicia, sendo que a OMS prevê que até 2020 esta será a maior causa de afastamentos do trabalho.
Recentemente a revista da faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, publicou que o sentimento de pertencimento, o ambiente colaborativo e o respeito as individualidades são o antídoto a sensação de obsolescência das empresas.
Fica evidente que o individuo em si próprio é a cura para esta perversa realidade. Não sonego a você que lê este texto, que boa parte dos afastamentos se dão por assédio moral, juntamente com a pressão por resultados e o ambiente de competição adotados por algumas empresas como fatores de sucesso e que hoje figuram o top 3 do INSS.
A ansiedade e frustração causada pelo sentimento de que a grama do vizinho é mais verde, neste caso das startups, tem levado muitas pessoas a abandonar os ecossistemas tradicionais, migrando para empresas tidas como disruptivas. Lá chegando, justamente o que é encontrado é o top 3 do INSS mencionado acima, no entanto, em um ambiente colorido, descolado e com mesas de pebolim à disposição nos corredores, aliado a longas jornadas de trabalho.
Obviamente não sou contra o ambiente das empresas exponenciais, as tenho estudado nos últimos anos e acredito que a era das baias, cubes e rodas em torno de uma cafeteira como sinônimo de empresa estão com os dias contados. Ainda assim, não acredito na extinção de empresas com mais de 100 anos no todo.
Tenho certeza que o blend correto entre os dois mundos, nos trará a sustentabilidade perseguida para o universo laboral.
Estudar o tema e beber na fonte de quem ajudou a construir o vale do silício, por exemplo, para mim tem sido um antídoto importante, permitindo não perder o foco na construção de minha carreira.
Entender que de nada adianta participar de uma badalada excursão pelo vale, sem conhecer profundamente a cultura e ambiente de negócios o qual se está inserido, é libertador.
O próprio icônico autor do best seller “Design Thinking” (Ed. Campus, 2010), Tim Brown, deixa claro isso em sua obra quando afirma que “para ser criativo, um lugar não precisa ser maluco, excêntrico e localizado no norte da Califórnia”. Para o autor, os ingredientes são outros, mas não deixam invariavelmente de passar pelo ambiente tolerante ao erro, respeitoso a diversidade de opiniões, aliado a uma cultura capaz de permitir que todas as potencialidades individuais sejam colocadas a serviço da organização, seus produtos e clientes. Não descarta o autor ainda, que para prosperar, os profissionais precisam entender profundamente a missão da organização, para assim interpretar se há um alinhamento com o seu propósito pessoal.
No mesmo sentido Laszlo Bock, autor do excelente “Um novo jeito de trabalhar” (Ed. Sextante, 2015) demonstra que o motor principal de uma organização, independente do seu tamanho, são as pessoas e sua autonomia criativa. Sendo assim, modismos não possuem interferência direta no sucesso ou fracasso de uma organização.
Neste momento as próprias startups têm entrado em um conflito importante, fruto deste novo mundo que se revela diante de todos nós, ao questionarem – se até quando será possível ser pequena e eficiente, à medida que suas criações viram hits dentro da sociedade, alterando em alguns casos a própria paisagem das cidades em que estão operando, podendo serem citadas por aqui as empresas que estão se propondo a fazer entregas sem a participação de seres humanos, apenas para mencionar uma.
"...a crença equivocada, mas bastante difundida, de quetrabalhar de maneira empreendedora requer demitir o pessoal existente e recorrer ao mercado para procurar super estrelas...precisa estar com os dias contados" Eric Ries
Eric Ries, autor do fenômeno “A startup enxuta” (ed. Leya, 2012), revela que estamos no mesmo barco, buscando a transformação e repaginação do mundo dos negócios neste momento. Esta abordagem fica ainda mais clara, logo na introdução de seu novíssimo “O estilo startup” (Ed. Leya, 2018), onde apresenta o paradoxo no qual as organizações exponenciais se encontram neste momento. Para o autor há uma visão clara de que com o crescimento de uma empresa, por conta de sua burocracia, em um dado momento ela começa a morrer de dentro para fora, perdendo agilidade de entrega, através de tomadas de decisão morosas, alta hierarquização, etc. No entanto o autor propõe-se a questionar os empreendedores do Vale do Silício com quem trabalha: “Se você odeia tanto as grandes empresas, por que está tentando criar mais uma?”.
O rito evolutivo no ecossistema médio se dá através de muita desconstrução forçada em minha avaliação. “Sem disrupção, as entregas não possuem mais valor”. Sentenças como esta erguem muros para a colaboração, sendo que muitas vezes, se inova sem os selos mandatório das revistas corporativas ou clichês de nomenclaturas futuristas.
Sou um profissional de desenvolvimento de RH e de certa maneira me sinto um protagonista nos temas entrantes. Introduzi DT no ambiente em que trabalho e sou reconhecido por isso, bem como dou mentoria ao trabalho orientado por squads. Hoje meu desafio é demonstrar as diferenças entre protótipos e produtos mínimos viáveis, trazendo aceleração e metodologias como o Sprint para dentro das entregas de RH.
Justamente por trabalhar desta forma, me sinto na obrigação de compartilhar este olhar de que não estamos caminhando para nossa extinção, mas sim, para nossa evolução.
Tento demonstrar para os novos profissionais em grupos de estudo e de leitura dirigida dentro da empresa, de que o antídoto para a frustração ao voltar de uma palestra deste universo disruptivo que se desenha, é darmos um passo em um sentido diferente internamente. Ao darmos este passo, já não estamos mais no mesmo lugar e assim podemos colaborar para o progresso do ecossistema posto.
Visito incubadoras e aceleradoras com certa regularidade, por conta de minha atividade, e ouvir os anseios de empreendedores jovens, me permite fazer as conexões que preciso para estimular as novas gerações dentro da empresa em treinamentos sobre o mundo VUCA e novos formatos de fazer negócios. É aí que reside o blend em minha opinião.
A pergunta que fica para mim é porque não fazer a revolução de dentro para fora também, promovendo tanta evolução quanto se ela fosse feita no sentido inverso. O caminho é árduo, mas muito prazeroso. Ver três gerações de profissionais colocando a mão no post it, se expressando, compartilhando conhecimento e colaborando entre si, é emocionante e sem dúvida para mim, demonstra a extensão completa da palavra evolução.
Ao fim de tudo tento me manter sóbrio frente a enxurrada de coisas que estão acontecendo. Não há como frear a evolução, isto é um fato. Acompanha-la é fundamental na minha avaliação, entretanto, sem sofrimento.
Tentar não entrar em um looping catastrófico de que só há um meio de realizar o que deve ser feito me parece saudável e imprescindível para que não percamos nossa “elegância psíquica”.
Fundamentalmente eu vejo a vida melhor no futuro, mas não a vejo por cima de um muro, e sim através de um horizonte de oportunidades, concordando de que é necessário se dizer mais sim, do que não e podendo escolher viver tudo que há para se viver, como finaliza a letra renovadora e atemporal de “tempos modernos” de Lulu, “Vamos nos permitir”!
Vamos nos permitir não saber tudo. Vamos nos permitir errar e aprender com isso. Vamos nos permitir ser referência em algo, mas fundamentalmente termos boas referências que nos façam evoluir cada vez mais. Vamos nos permitir transformar o ambiente ao redor e ser transformado por ele. Vamos nos permitir dizer "chega", quando a estafa bater e nos emocionarmos com a chuva, que demonstra a sua força de recomposição por onde passa.
O ano de 2019 está apenas começando e há muita coisa para ser implementada, melhorada, descoberta e curtida dentro do trabalho. Que tenhamos muito mais o espirito de “tempos modernos” do Lulu com nossas equipes, do que o de “tempos modernos” de Chaplin. A decisão fundamentalmente está dentro de cada um.
Patrick Schneider - Gaúcho de Porto Alegre, radicado no estado de São Paulo desde 2014. É Executivo da área de Recursos Humanos, professor, escritor, compositor e pesquisador sobre Futuro do Trabalho, Trabalho Decente e Inclusão Social através do Mercado de Trabalho, com mais de 20 anos de reflexões sobre a função trabalho.
Futuro da Diversidade, Equidade e Inclusão nas Organizações
(Artigo publicado em 03 de fevereiro de 2019 via Linked In)
O “indo e vindo infinito” que poeticamente termina a primeira estrofe de “Como uma onda”, música de Lulu Santos e Nelson Motta, materializa os movimentos vividos dentro da sociedade, do tempo e pode analogamente ceder-se ao que se percebe no mundo dos negócios.
Movimentos constantes de mudança, solidificação, intangibilidade de certezas e concretudes, tem ocorrido em uma velocidade cada vez mais voraz. No passado, as mudanças ocorriam em um intervalo de tempo medido em anos, que permitiam uma adaptação (e readaptação caso fosse necessário) aos novos ventos e tendências. Hoje, ao contrário, em um intervalo de 12 meses muitos são os temas introduzidos e que em pouco tempo já dão a tônica do que deixou de ser tendência para ditar as regras dentro das organizações.
Este processo acelerado faz com que muitos apocalípticos analistas de mercado, estudiosos do universo laboral ou até mesmo curiosos em geral, saiam espalhando aos quatro cantos do mundo certezas de que o fim está próximo. O pior é que na maioria dos casos com dados quase que irrefutáveis.
O sentimento de que a era da extinção das grandes organizações já chegou e que o mundo será dominado apenas por startups está generalizado. Muitas pessoas têm demonstrado frustração por conta da não adoção de espaços coloridos por sua empresa. Em alguns casos, esta frustração passa pela forma como o produto tem se posicionado muito longe de um modelo de negócio como o Uber ou Airbnb.
Os registros de afastamentos ao INSS, por conta de ansiedade e depressão contraída no ambiente do trabalho, elevaram-se em 15,23% entre 2017 e 2018, chegando ao incrível número de 104.109 casos no último ano, segundo o instituto público. Espera-se um crescimento no mesmo nível para o ano de 2019 que se inicia, sendo que a OMS prevê que até 2020 esta será a maior causa de afastamentos do trabalho.
Recentemente a revista da faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, publicou que o sentimento de pertencimento, o ambiente colaborativo e o respeito as individualidades são o antídoto a sensação de obsolescência das empresas.
Fica evidente que o individuo em si próprio é a cura para esta perversa realidade. Não sonego a você que lê este texto, que boa parte dos afastamentos se dão por assédio moral, juntamente com a pressão por resultados e o ambiente de competição adotados por algumas empresas como fatores de sucesso e que hoje figuram o top 3 do INSS.
A ansiedade e frustração causada pelo sentimento de que a grama do vizinho é mais verde, neste caso das startups, tem levado muitas pessoas a abandonar os ecossistemas tradicionais, migrando para empresas tidas como disruptivas. Lá chegando, justamente o que é encontrado é o top 3 do INSS mencionado acima, no entanto, em um ambiente colorido, descolado e com mesas de pebolim à disposição nos corredores, aliado a longas jornadas de trabalho.
Obviamente não sou contra o ambiente das empresas exponenciais, as tenho estudado nos últimos anos e acredito que a era das baias, cubes e rodas em torno de uma cafeteira como sinônimo de empresa estão com os dias contados. Ainda assim, não acredito na extinção de empresas com mais de 100 anos no todo.
Tenho certeza que o blend correto entre os dois mundos, nos trará a sustentabilidade perseguida para o universo laboral.
Estudar o tema e beber na fonte de quem ajudou a construir o vale do silício, por exemplo, para mim tem sido um antídoto importante, permitindo não perder o foco na construção de minha carreira.
Entender que de nada adianta participar de uma badalada excursão pelo vale, sem conhecer profundamente a cultura e ambiente de negócios o qual se está inserido, é libertador.
O próprio icônico autor do best seller “Design Thinking” (Ed. Campus, 2010), Tim Brown, deixa claro isso em sua obra quando afirma que “para ser criativo, um lugar não precisa ser maluco, excêntrico e localizado no norte da Califórnia”. Para o autor, os ingredientes são outros, mas não deixam invariavelmente de passar pelo ambiente tolerante ao erro, respeitoso a diversidade de opiniões, aliado a uma cultura capaz de permitir que todas as potencialidades individuais sejam colocadas a serviço da organização, seus produtos e clientes. Não descarta o autor ainda, que para prosperar, os profissionais precisam entender profundamente a missão da organização, para assim interpretar se há um alinhamento com o seu propósito pessoal.
No mesmo sentido Laszlo Bock, autor do excelente “Um novo jeito de trabalhar” (Ed. Sextante, 2015) demonstra que o motor principal de uma organização, independente do seu tamanho, são as pessoas e sua autonomia criativa. Sendo assim, modismos não possuem interferência direta no sucesso ou fracasso de uma organização.
Neste momento as próprias startups têm entrado em um conflito importante, fruto deste novo mundo que se revela diante de todos nós, ao questionarem – se até quando será possível ser pequena e eficiente, à medida que suas criações viram hits dentro da sociedade, alterando em alguns casos a própria paisagem das cidades em que estão operando, podendo serem citadas por aqui as empresas que estão se propondo a fazer entregas sem a participação de seres humanos, apenas para mencionar uma.
"...a crença equivocada, mas bastante difundida, de quetrabalhar de maneira empreendedora requer demitir o pessoal existente e recorrer ao mercado para procurar super estrelas...precisa estar com os dias contados" Eric Ries
Eric Ries, autor do fenômeno “A startup enxuta” (ed. Leya, 2012), revela que estamos no mesmo barco, buscando a transformação e repaginação do mundo dos negócios neste momento. Esta abordagem fica ainda mais clara, logo na introdução de seu novíssimo “O estilo startup” (Ed. Leya, 2018), onde apresenta o paradoxo no qual as organizações exponenciais se encontram neste momento. Para o autor há uma visão clara de que com o crescimento de uma empresa, por conta de sua burocracia, em um dado momento ela começa a morrer de dentro para fora, perdendo agilidade de entrega, através de tomadas de decisão morosas, alta hierarquização, etc. No entanto o autor propõe-se a questionar os empreendedores do Vale do Silício com quem trabalha: “Se você odeia tanto as grandes empresas, por que está tentando criar mais uma?”.
O rito evolutivo no ecossistema médio se dá através de muita desconstrução forçada em minha avaliação. “Sem disrupção, as entregas não possuem mais valor”. Sentenças como esta erguem muros para a colaboração, sendo que muitas vezes, se inova sem os selos mandatório das revistas corporativas ou clichês de nomenclaturas futuristas.
Sou um profissional de desenvolvimento de RH e de certa maneira me sinto um protagonista nos temas entrantes. Introduzi DT no ambiente em que trabalho e sou reconhecido por isso, bem como dou mentoria ao trabalho orientado por squads. Hoje meu desafio é demonstrar as diferenças entre protótipos e produtos mínimos viáveis, trazendo aceleração e metodologias como o Sprint para dentro das entregas de RH.
Justamente por trabalhar desta forma, me sinto na obrigação de compartilhar este olhar de que não estamos caminhando para nossa extinção, mas sim, para nossa evolução.
Tento demonstrar para os novos profissionais em grupos de estudo e de leitura dirigida dentro da empresa, de que o antídoto para a frustração ao voltar de uma palestra deste universo disruptivo que se desenha, é darmos um passo em um sentido diferente internamente. Ao darmos este passo, já não estamos mais no mesmo lugar e assim podemos colaborar para o progresso do ecossistema posto.
Visito incubadoras e aceleradoras com certa regularidade, por conta de minha atividade, e ouvir os anseios de empreendedores jovens, me permite fazer as conexões que preciso para estimular as novas gerações dentro da empresa em treinamentos sobre o mundo VUCA e novos formatos de fazer negócios. É aí que reside o blend em minha opinião.
A pergunta que fica para mim é porque não fazer a revolução de dentro para fora também, promovendo tanta evolução quanto se ela fosse feita no sentido inverso. O caminho é árduo, mas muito prazeroso. Ver três gerações de profissionais colocando a mão no post it, se expressando, compartilhando conhecimento e colaborando entre si, é emocionante e sem dúvida para mim, demonstra a extensão completa da palavra evolução.
Ao fim de tudo tento me manter sóbrio frente a enxurrada de coisas que estão acontecendo. Não há como frear a evolução, isto é um fato. Acompanha-la é fundamental na minha avaliação, entretanto, sem sofrimento.
Tentar não entrar em um looping catastrófico de que só há um meio de realizar o que deve ser feito me parece saudável e imprescindível para que não percamos nossa “elegância psíquica”.
Fundamentalmente eu vejo a vida melhor no futuro, mas não a vejo por cima de um muro, e sim através de um horizonte de oportunidades, concordando de que é necessário se dizer mais sim, do que não e podendo escolher viver tudo que há para se viver, como finaliza a letra renovadora e atemporal de “tempos modernos” de Lulu, “Vamos nos permitir”!
Vamos nos permitir não saber tudo. Vamos nos permitir errar e aprender com isso. Vamos nos permitir ser referência em algo, mas fundamentalmente termos boas referências que nos façam evoluir cada vez mais. Vamos nos permitir transformar o ambiente ao redor e ser transformado por ele. Vamos nos permitir dizer "chega", quando a estafa bater e nos emocionarmos com a chuva, que demonstra a sua força de recomposição por onde passa.
O ano de 2019 está apenas começando e há muita coisa para ser implementada, melhorada, descoberta e curtida dentro do trabalho. Que tenhamos muito mais o espirito de “tempos modernos” do Lulu com nossas equipes, do que o de “tempos modernos” de Chaplin. A decisão fundamentalmente está dentro de cada um.
Patrick Schneider - Gaúcho de Porto Alegre, radicado no estado de São Paulo desde 2014. É Executivo da área de Recursos Humanos, professor, escritor, compositor e pesquisador sobre Futuro do Trabalho, Trabalho Decente e Inclusão Social através do Mercado de Trabalho, com mais de 20 anos de reflexões sobre a função trabalho.