Futuro do Trabalho da Pessoa com Deficiência em pauta
Painel sobre os 34 anos da Lei de Cotas no Brasil
Na manhã de hoje tive o privilégio de participar do painel promovido pela 157 Next, a convite do querido amigo Marco Ornellas, em conjunto com a Carolina Ignarra, de quem sou fã, e Filipe Roloff, um craque em DEI e que atua como editor dentro da plataforma da 157 Next para a temática.
O dia 24 de Julho de 2025 marca os 34 anos da Lei 8.213/91.
A lei que colocou o Brasil na vanguarda do acesso ao trabalho digno, formal e de qualidade para a Pessoa com Deficiência, através de uma ação afirmativa completa mais um ano e se faz necessário refletirmos o quanto se evoluiu e o quanto ainda é necessário evoluir em torno da agenda.
Este foi o mote do encontro que trouxe ainda os resultados colhidos pela pesquisa Radar da Inclusão realizada pela Talento Incluir que apontou, dentre outros números, que 63% das pessoas entrevistadas nunca foram promovidas dentro das empresas que trabalham, sendo que algumas das respondentes, ocupam esta posição por mais de uma década. A pesquisa ainda apontou que 90% da população pesquisada já sofreu algum tipo de capacitismo dentro do trabalho, sendo que para 84% isso afetou a sua saúde mental.
Dados como estes deflagram que há um espaço de necessária discussão sobre os efeitos do capacitismo no refrear da agenda evolutiva.
Muitos são os sabotadores a uma ação afirmativa como esta, entretanto há um papel esperado de cada profissional da área de Recursos Humanos, ocupantes de posições de liderança dentro das organizacões e da sociedade de modo amplo, que se tenha o enfrentamento do tema permitindo uma maior latitude para a agenda no país.
Atuo com a inclusão de Pessoas com Deficiência através do trabalho desde 2007 e reflito sobre o tema dentro da academia desde 2009. De lá para cá muito se evoluiu. Entretanto, ainda há um campo vasto para se avançar nesta temática.
Vejo que é vital o enfrentamento do capacitismo para que tenhamos progresso e que a memória trazida pelo dia 24 de julho seja sempre presente como um ato de evolução necessária.
Chegamos a um máximo de uma taxa de 40% do atendimento da legislação no território nacional, não superando a metade da ocupação dos postos de trabalho reservados para as Pessoas com Deficiência no Brasil.
O necessário debate precisa avançar para além da data rememorada no dia de hoje. E para que isso acontença, o engajamento de multiplos agentes na sociedade é vital.
O painel ficou gravado e pode ser acessado pelo link https://comunidade.157next.com.br/feed.
Agradeço imensamente ao convite para o debate aos colegas que dividiram o painel por toda a generosidade na construção das ideias.
Futuro da Diversidade, Equidade e Inclusão nas Organizações
Painel sobre os 34 anos da Lei de Cotas no Brasil
Na manhã de hoje tive o privilégio de participar do painel promovido pela 157 Next, a convite do querido amigo Marco Ornellas, em conjunto com a Carolina Ignarra, de quem sou fã, e Filipe Roloff, um craque em DEI e que atua como editor dentro da plataforma da 157 Next para a temática.
O dia 24 de Julho de 2025 marca os 34 anos da Lei 8.213/91.
A lei que colocou o Brasil na vanguarda do acesso ao trabalho digno, formal e de qualidade para a Pessoa com Deficiência, através de uma ação afirmativa completa mais um ano e se faz necessário refletirmos o quanto se evoluiu e o quanto ainda é necessário evoluir em torno da agenda.
Este foi o mote do encontro que trouxe ainda os resultados colhidos pela pesquisa Radar da Inclusão realizada pela Talento Incluir que apontou, dentre outros números, que 63% das pessoas entrevistadas nunca foram promovidas dentro das empresas que trabalham, sendo que algumas das respondentes, ocupam esta posição por mais de uma década. A pesquisa ainda apontou que 90% da população pesquisada já sofreu algum tipo de capacitismo dentro do trabalho, sendo que para 84% isso afetou a sua saúde mental.
Dados como estes deflagram que há um espaço de necessária discussão sobre os efeitos do capacitismo no refrear da agenda evolutiva.
Muitos são os sabotadores a uma ação afirmativa como esta, entretanto há um papel esperado de cada profissional da área de Recursos Humanos, ocupantes de posições de liderança dentro das organizacões e da sociedade de modo amplo, que se tenha o enfrentamento do tema permitindo uma maior latitude para a agenda no país.
Atuo com a inclusão de Pessoas com Deficiência através do trabalho desde 2007 e reflito sobre o tema dentro da academia desde 2009. De lá para cá muito se evoluiu. Entretanto, ainda há um campo vasto para se avançar nesta temática.
Vejo que é vital o enfrentamento do capacitismo para que tenhamos progresso e que a memória trazida pelo dia 24 de julho seja sempre presente como um ato de evolução necessária.
Chegamos a um máximo de uma taxa de 40% do atendimento da legislação no território nacional, não superando a metade da ocupação dos postos de trabalho reservados para as Pessoas com Deficiência no Brasil.
O necessário debate precisa avançar para além da data rememorada no dia de hoje. E para que isso acontença, o engajamento de multiplos agentes na sociedade é vital.
O painel ficou gravado e pode ser acessado pelo link https://comunidade.157next.com.br/feed.
Agradeço imensamente ao convite para o debate aos colegas que dividiram o painel por toda a generosidade na construção das ideias.