Fronteiras do Pensamento 2025 | Almoço com Jonathan Haidt
Evento exclusivo organizado pela PWC dentro da agenda do Fronteiras do Pensamento
O dia de maio trouxe reflexões poderosas geradas pelo professor, pesquisador e escritor Jonathan Haidt.
Aproveitando a sua passagem pelo Brasil e ampliando a agenda regular do Fronteiras do Pensamento, à convite da PWC Brasil, Patrick Schneider participou de uma sessão almoço com o autor refletindo sobre sua obra e alvo central de pesquisa.
O evento centrou-se fortemente no seu aclamado livro “A Geração Ansiosa” que analisa criticamente o uso de Gadgets no contexto de nossa sociedade, bem como seus efeitos em crianças, adolescentes e adultos.
Alguns pensamentos se fizeram potentes e são divididos abaixo:
a) O contexto parental atual super protege dos riscos off line a juventude, mas não guarda o mesmo cuidado com os riscos on line. Sendo que as ameaças no segundo ambiente podem ter consequências muito maiores;
b) Normalmente não confia-se na vizinhança para permitir que as crianças busquem uma interação lúdica na rua, monitorados de tempos em tempos pela janela, mas relaxa-se ao tê-los dentro de casa, em frente a uma janela impossível de ser monitorada em sua totalidade;
c) Há uma quantidade de elementos viciantes que podem ser adicionados em ambientes on line provocando distrações em todas as idades, e isso está nos levando a uma desconexão nunca antes experimentada. Driblar estes elementos é uma nova habilidade a ser perseguida;
d) “Decidimos” nos entreter com coisas estúpidas, que pouco estimulam e que nos tornam um pouco mais estúpidos todos os dias, enquanto as máquinas ficam mais inteligentes fechando com uma piada de que “esta é uma péssima hora para se tomar este caminho do entreterimento (estúpido)”.
e) No início de seus estudos preocupava-se com os riscos ergonômicos que as novas tecnologias traziam (dores nas costas, por exemplo), depois percebeu-se que o perigo estava no cérebro, pela relação com a dopamina pobre gerada na sua utilização e hoje a grande preocupação está ligada a atenção, com a quantidade de distrações ofertadas;
f) Por fim, o sofrimento que crianças e adolescentes estão sendo impostos pela falta de significado em seus dias, têm exigido uma atenção especial de educadores, psicólogos, psiquiatras e a família de modo geral. Os relatos de automutilação, ideação suicida, crises de ansiedade e depressão nunca foram tão altos nesta faixa etária. É necessário, em sua avaliação, repensarmos que significado tem sido ofertado pelo mundo ao redor a esta população, evitando um agravamento ainda maior pelo aprofundamento deste sentimento.
Valeu cada minuto, que passaram voando, pelo excelente conteúdo ofertado e pelos encontros proporcionados.
Um excelente evento organizado pela PWC o qual agrace-se o convite.
Futuro da Diversidade, Equidade e Inclusão nas Organizações
Evento exclusivo organizado pela PWC dentro da agenda do Fronteiras do Pensamento
O dia de maio trouxe reflexões poderosas geradas pelo professor, pesquisador e escritor Jonathan Haidt.
Aproveitando a sua passagem pelo Brasil e ampliando a agenda regular do Fronteiras do Pensamento, à convite da PWC Brasil, Patrick Schneider participou de uma sessão almoço com o autor refletindo sobre sua obra e alvo central de pesquisa.
O evento centrou-se fortemente no seu aclamado livro “A Geração Ansiosa” que analisa criticamente o uso de Gadgets no contexto de nossa sociedade, bem como seus efeitos em crianças, adolescentes e adultos.
Alguns pensamentos se fizeram potentes e são divididos abaixo:
a) O contexto parental atual super protege dos riscos off line a juventude, mas não guarda o mesmo cuidado com os riscos on line. Sendo que as ameaças no segundo ambiente podem ter consequências muito maiores;
b) Normalmente não confia-se na vizinhança para permitir que as crianças busquem uma interação lúdica na rua, monitorados de tempos em tempos pela janela, mas relaxa-se ao tê-los dentro de casa, em frente a uma janela impossível de ser monitorada em sua totalidade;
c) Há uma quantidade de elementos viciantes que podem ser adicionados em ambientes on line provocando distrações em todas as idades, e isso está nos levando a uma desconexão nunca antes experimentada. Driblar estes elementos é uma nova habilidade a ser perseguida;
d) “Decidimos” nos entreter com coisas estúpidas, que pouco estimulam e que nos tornam um pouco mais estúpidos todos os dias, enquanto as máquinas ficam mais inteligentes fechando com uma piada de que “esta é uma péssima hora para se tomar este caminho do entreterimento (estúpido)”.
e) No início de seus estudos preocupava-se com os riscos ergonômicos que as novas tecnologias traziam (dores nas costas, por exemplo), depois percebeu-se que o perigo estava no cérebro, pela relação com a dopamina pobre gerada na sua utilização e hoje a grande preocupação está ligada a atenção, com a quantidade de distrações ofertadas;
f) Por fim, o sofrimento que crianças e adolescentes estão sendo impostos pela falta de significado em seus dias, têm exigido uma atenção especial de educadores, psicólogos, psiquiatras e a família de modo geral. Os relatos de automutilação, ideação suicida, crises de ansiedade e depressão nunca foram tão altos nesta faixa etária. É necessário, em sua avaliação, repensarmos que significado tem sido ofertado pelo mundo ao redor a esta população, evitando um agravamento ainda maior pelo aprofundamento deste sentimento.
Valeu cada minuto, que passaram voando, pelo excelente conteúdo ofertado e pelos encontros proporcionados.
Um excelente evento organizado pela PWC o qual agrace-se o convite.